Filatelia / Coleccionismo ( Historial )

A História: De 1976 a 1996

Foi em Dezembro de 1976 que Alexandre do Carmo escreveu no Boletim “Companheiros”: vamos criar uma Secção Filatélica.

ImageE dizia: «Certamente que entre os nossos Consócios se encontrarão muitos Companheiros que se dedicam à Filatelia como passatempo e até porventura com verdadeiro entusiasmo.» Era o dirigente a notar desde logo a lacuna existente no seio da vivência Clubista. Em Fevereiro de 1977, por iniciativa deste dirigente, surge de novo a notícia: vamos criar a nossa Secção.

O interesse é bem visível e até a linguagem utilizada denotava bem o carinho que esta actividade lhe merecia.Vamos, pois, criar a nossa Secção Filatélica, facto que se concretiza em Abril de 1977.

A exemplo de outros, o CCL passa então a ter uma Secção Filatélica que se inscreve nos CTT, filia-se na Federação Portuguesa de Filatelia e passa a dispor de uma página própria no nosso boletim. A Secção tomava corpo e vários sócios aderiram ao movimento filatélico.

Assim referimos José Braz Pereira, Joaquim Dias Valente, Artur Batista Gonçalves, Américo da Silva Rodrigues, Víctor M. Esteves de Brito.Para representante em Almornos, aderiu o nosso companheiro Mário Fernandes.

Apesar de algumas ofertas de selos e catálogos, os meios de que a Secção dispõe são muito poucas e debate-se com a falta de um local onde guardar tudo o que vai angariando.

Em Outubro de 1979, a Secção leva a efeito a IIIª Mostra Filatélica com a colaboração e participação dos CTT, através do seu Museu.

Foram desde logo apresentadas as colecções de selos novos e sobrescritos do 1º dia (FDC) bem como uma colecção de selos usados, a partir de 1960, embora com diversas falhas. Era evidente o empenho dos responsáveis ao mostrar colecções montadas em tão pouco tempo.A partir daqui surgem mais apoios, ofertas de selos usados, bem como a cedência de colecções.

ImageEm Março de 1980, na cidade do Porto, realizava-se a 1ª Mostra Inter-Sócios dos Clubes de Campismo, Clube de Campismo de Lisboa e Clube de Campismo do Porto, na qual o CCL participa com 15 faces filatélicas.

Transcrevemos do respectivo catálogo as palavras do então Conselho Director do CCP. «Neste Intercâmbio Cultural completa-se o sentido da existência dos nossos dois clubes, que são exclusivamente agremiações desportivas, mas que, para além deste objectivo, prosseguem actividades de índole cultural e recreativa, dentro de um espírito de completa realização humana que pretendem proporcionar.»

São feitas entretanto em actividades de divulgação, algumas ofertas de selos aos jovens, tal como no IIº encontro em Ferragudo. Estamos entretanto nos finais do ano de 1978 e, mostrando todo o seu empenho, são realizadas nos parques da Costa de Caparica e de Almornos pequenas mostras filatélicas, divulgadoras da sua actividade.

São instaladas nos parques da Costa de Caparica e de Almornos caixas de correio, de forma a receber as ofertas de selos dos Companheiros que o desejassem fazer.

ImageSurge entretanto mais uma aderência. O nosso companheiro Luís Miranda escreve oferecendo a sua ajuda e pondo à nossa disposição a sua colecção temática “Caminhos-de-Ferro”. A Secção reforça-se graças a diversas ofertas e é iniciada uma colecção de selos usados desde 1960. Preparava-se já o II Encontro de Filatelistas para 1981, desta vez em Lisboa. Concorreram:

- José Braz Pereira

- José Manuel Lopes Braz Pereira

- Américo da Silva Rodrigues

- Luís Alfredo Miranda

- David P. Loureiro

- Artur Batista Gonçalves

- Víctor Manuel Esteves de Brito.

E assim ocorreu, de 21 e 28 de Março de 1981 com a participação dos filatelistas de ambos os Clubes, o IIº Encontro.

Na oportunidade foram proferidas palavras pelos Presidentes de ambos os Clubes, Companheiro Castelo Branco e Lucílio Félix, que realçaram o interesse da manifestação cultural inserida no 40º Aniversário do Clube de Campismo de Lisboa.

Falaram também os coordenadores de ambas as Secções Filatélicas, Companheiros Alexandre do Carmo e Dias da Silva, focando a exemplaridade de tais contactos esperando-se que estas realizações se alargassem a outros Clubes.

Dizia Alexandre do Carmo no boletim nº98 de Setembro de 1981:

“Será talvez o momento de alargar o âmbito destes certames, não dirigidos para uma exposição que pensamos ser uma ambição demasiada, mas para uma Mostra Filatélica Campista, aberta a todos os Companheiros.”

ImageQuem escreve esta pequena história não sabe se já estaria no âmbito da sua visão de dirigente e amante da Filatelia, a realização de tal exposição. Certo é que não demorou muito a sua concretização.

Em Junho de 1982 realizou-se no Parque de Almornos a I Mostra Filatélica Inter-Sócios do Clube de Campismo de Lisboa e anunciava-se desde logo a realização da Iª Exposição Filatélica nacional Campista e ainda a Iª Mostra Inter-Sócios de Clubes Campistas.

Ao patrocinar e associar-se a estas manifestações, demonstrava a Secção Filatélica o seu forte empenho na divulgação da Filatelia e ainda na expansão do nome do Clube de Campismo de Lisboa para lá dos seus muros tradicionais.

Não satisfeita, a Secção apresenta-se no Acampamento da “1ª Velha Guarda” e ali expõe as actividades da Secção. Esta animação cultural, tem o melhor dos resultados pois formulam-se novos contactos que permitiram o conhecimento de novos aderentes filatélicos.

Em Dezembro de 1982, realizava-se a I EXPOSIÇÃO FILATÉLICA NACIONAL CAMPISTA – CCP/82, organizada pela Secção Filatélica do Clube de Campismo do Porto. A Exposição teve lugar no Salão de Exposições da Delegação do Porto da Secretaria de Estado de Turismo. Participaram pelo Clube de Campismo de Lisboa:

TEMÁTICA

Luís Alfredo Miranda – Caminhos-de-Ferro – MEDALHA DE PRATA

José Manuel L.B. Pereira – Jogos Olímpicos – DIPLOMA

CLÁSSICA

MEDALHA DE BRONZE PRATEADO

Alexandre Coelho do Carmo – Espanha de D.Juan Carlos I

MEDALHA DE BRONZE PRATEADO

Artur Batista Gonçalves – Espanha

MEDALHA DE PRATA e PRÉMIO DA JUVENTUDE

Víctor Manuel E. de Brito – Moçambique

Foi uma jornada de excelente propaganda Filatélica entre Campistas e de confirmação dos nossos coleccionadores.

A Filatelia desenvolvia-se no meio Campista pois em Março de 1983, nascia a Secção Filatélica do Clube de Campismo do Concelho de Almada.Inserida nas comemorações do 35º Aniversário daquele Clube realizava-se a I Mostra Filatélica na qual a apresentámos 30 Quadros e 7 Filatelistas.

Entretanto, e na sequência das I e II Mostras realizadas pelo Clube de Campismo de Lisboa e pelo Clube de Campismo do Porto, foi estabelecido contacto com a jovem Secção do Clube de Campismo do Concelho de Almada, para que se integrasse no âmbito destas realizações e realizasse a III MOSTRA FILATÉLICA INTER-CLUBES DE CAMPISMO.

Ficaram acordadas as datas de 18 a 25 de Março de 1984.Os grandes Clubes de Campismo queriam proporcionar aos seus sócios, não só a prática da Filatelia, como patrocinar estes encontros que garantiam o reforço de velhos laços de amizade entre Campistas.

Assim, em Março de 1984, estivemos em Almada, na III Mostra Filatélica na qual apresentámos 28 Quadros e 7 Filatelistas. Apesar de todas as participações em várias outras manifestações filatélicas, não paramos internamente e em Julho de 1984 lançou-se a notícia no boletim dando conta da realização da II MOSTRA FILATÉLICA NACIONAL CAMPISTA e de imediato o início dos trabalhos preparatórios.

Era intenção da Secção que aquela actividade se integrasse no âmbito das comemorações do aniversário da FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CAMPISMO E CARAVANISMO, que teria lugar em 1985.E assim procedeu-se à realização e divulgação dos regulamentos.

De 13 a 20 de Abril de 1985, decorreu no Palácio Galveias a maior Exposição Filatélica organizada por um Clube de Campismo desde sempre e esse mérito cabe por inteiro ao Clube de Campismo de Lisboa e à sua Secção Filatélica.Para que conste, foram exibidos 131 Quadros representando os seguintes Clubes:

- CLUBE DE CAMPISMO DE LISBOA

- CLUBE DE CAMPISMO DO PORTO

- CLUBE DE CAMPISMO DO CONCELHO DE ALMADA

- CLUBE DE ESTRELA

– CAMPISMO E CARAVANISMO

Ao nosso Clube foram atribuídos os seguintes prémios:

PRÉMIO JUVENTUDE/85
Víctor Manuel Esteves de Brito


MEDALHA DE BRONZE PRATEADA
Artur Batista Gonçalves
José Braz Pereira
Fernando José F.L. Esteves


MEDALHA DE BRONZE
Alexandre Coelho do Carmo
José Manuel Braz Pereira


DIPLOMAS DE PARTICIPAÇÃO
Américo da Silva Rodrigues
Fernando Víctor Martins

 

Foi uma prova cabal da nossa capacidade organizativa, como que uma prova de fogo, que não deverá ser esquecido e o CLUBE DE CAMPISMO DE LISBOA recordar com carinho pois saiu do Palácio Galveias altamente prestigiado.

Mas a Secção Filatélica não parava, no boletim mostravam a atenção a tudo o que se relacionava com a Filatelia a nível Campista e eram anunciadas diversas mostras Filatélicas, exposições e ainda o plano de emissões dos CTT.

Era preciso muito empenho e muito querer Clubista para não falar do gosto pela Filatelia, estar atento a tudo e ainda sobrar um pouco de tempo para escrever sobre o tema, promovendo assim a Filatelia a nível interno.
Nestas tarefas foram assim consumidos nove anos de brilhante trabalho em prol do nosso Clube.

 

ImageEm Outubro de 1986, era lançado um repto a todos os Campistas Filatelistas, filiados ou não na Secção. Entretanto findava em Dezembro do corrente ano a Gerência. Fora eleito novo Corpo Directivo para dirigir os destinos do Clube. É proposto então por Alexandre do Carmo, novo Coordenador e Adjunto para a Secção Filatélica. Os nomes propostos são: António Abel Duarte Alves e Víctor Esteves de Brito.

Uma Nova Era se iniciava.

Estávamos em 1986.

O convite apesar de dignificante era de responsabilidade e de difícil execução. A disparidade de distâncias na cidade aliada à vida de um trabalhador/ estudante eram obstáculos que mais cedo ou mais tarde tornariam quase inviáveis a presença assídua e necessária de um dos elementos propostos. Assim, Víctor Esteves de Brito abandonou por absoluta impossibilidade de comparecer, face à dificuldade de conciliar horários.
São então encetadas as tarefas que há muito aguardavam melhor oportunidade:

- Reorganizar as colecções
- Classificar, valorar e inventariar as existências
- Inventariar e listar os coleccionadores
- Elaborar um levantamento de todas as participações
- Proceder à classificação e inventariar as faltas de selos usados
- Proceder à execução de quadros expositores
- Fazer um levantamento exaustivo de toda a actividade anterior
- Participar de forma activa na vida do Boletim do Clube
- Elaborar relatórios anuais

Enfim, reorganizar a Secção prepará-la de acordo com outros conceitos e integrar a sua própria existência de forma mais harmoniosa, quer dizer, apresentá-la nos parques, dando a conhecer os nossos anseios e perspectivas futuras. Para nosso próprio prazer esta como outras intenções foram apadrinhadas de tal forma que só dignificaram os anteriores dirigentes e mostraram o quanto significava para eles a Secção Filatélica.


Ajudado por esse excelente Companheiro, grande dirigente e nosso amigo Alexandre do Carmo, tudo foi mais fácil. Assim em 1987, são realizadas duas mostras no espaço de cinco meses com o apoio dos CTT, já que não disponhamos de expositores próprios.


A grandeza do nosso Clube e a dispersão dos seus associados implicava uma informação atempada para que a nossa actividade tivesse o êxito que todos esperavam. É ainda com a sua preciosa ajuda que se conseguem mandar executar os primeiros dez expositores filatélicos.
Este equipamento iria permitir mais independência e assim criar maior disponibilidade para as nossas realizações e mobilidade entre parques.


Podemos dizer que a nossa grande aposta, a primeira grande aposta que foi ganha com a ajuda de grandes amigos da Filatelia e da Secção, dirigentes de então que disponibilizaram verbas do orçamento das suas próprias Direcções para ajudarem a concretizar os nossos anseios.


Assim, em 1988, foram realizadas, de acordo com as nossas previsões, quatro mostras Filatélicas e de Coleccionismo. Tarefa difícil para a nossa pequena Secção, que tinha efectivamente um só seccionista, mas que foi ultrapassada com assinalável êxito, face ao empenho posto na divulgação e motivação dos coleccionadores.


As realizações levadas a cabo nos parques de Melides, Almornos, Costa Nova e Costa de Caparica começavam a dar os seus frutos e muitos Companheiros se afirmavam como potenciais coleccionadores apesar de na altura serem somente ajuntadores.
O nosso esforço começava a dar os seus frutos e a ideia de alargar o âmbito de trabalhar na nossa Secção era de todo importante.


Alargar o âmbito da Filatelia ao Coleccionismo em geral pois ideia correcta além de ser muito em breve uma atitude que pecava por tardia. O futuro diria ou não da exigência de tal medida.
Em 1988 colaborámos na realização da III Exposição Filatélica Campista que se efectuou de 9 a 17 em Almada no Salão nobre dos Bombeiros Voluntários daquela Cidade com organização da jovem Secção Filatélica do Clube de Campismo do Concelho de Almada e em comemoração do seu 40º Aniversário.


Participámos com 8 Coleccionadores nos seguintes campos:
COMPETIÇÃO
- Filatelia Tradicional
- Filatelia Temática -

JUVENTUDE
- Filatelia Temática
- Inteiros Postais

Após reunião do Júri, foi deliberado atribuir os seguintes prémios à nossa representação:

GRANDE PRÉMIO DA JUVENTUDE E MEDALHA DE PRATA
Hugo Alexandre Tavares Miranda
Colecção Temática “Produtos Alimentares”

MEDALHA DE PRATA
Luís Alfredo M. Miranda
Colecção Temática “Caminhos de Ferro, Passado, Presente e Futuro”

MEDALHA DE BRONZE
Alexandre Coelho do Carmo
Colecção Clássica “Espanha de D. Juan Carlos I”

DIPLOMA DE PARTICIPAÇÃO
António Abel Duarte Alves
José Braz Pereira
José Manuel L.B. Pereira
Nuno Alexandre do Carmo
Víctor Manuel E. Brito

 

Mas logo em Maio seguinte, nos dias 14 e 15, realizámos no Parque da Costa Nova a 3ª Mostra CCL/ 88 com a participação de 17 Coleccionadores. No decorrente ano realizaram-se mais três Mostras nos Parques de Almornos, Melides e Costa de Caparica.

Nesse mesmo ano lançámos a ideia de realizarmos uma Mostra de Coleccionismo no local do Fogo de Campo, para o qual obviamente eram necessários certos requisitos, tais como: a Cobertura do local e a Segurança nocturna.


Entretanto a nossa participação na vida do boletim continuava e ali eram anunciadas todas as nossas realizações e outras actividades e forma como as mesmas decorriam.

Nos parques, notava-se bem a aceitação que estas actividades mereciam da parte dos nossos Companheiros e o interesse sempre crescente na participação por parte de novos aderentes era igualmente bem visível. As perspectivas eram bem animadoras pois com a ajuda de alguns responsáveis de outras actividades ligadas à Direcção Cultural, iríamos passar a dispor a partir do próximo anos dos primeiros 10 Expositores Filatélicos.

ImagePreparámos pois desde logo seis Mostras de Coleccionismo para o ano de 1989, uma das quais integrada no “Acampamento da Juventude” a realizar no Parque de Melides.
Era um plano de trabalho muito intenso e só o poderíamos realizar com a ajuda e o interesse dos Coleccionadores. Entretanto a Secção passava a denominar-se “Secção de Filatelia e de Coleccionismo” de forma a contemplar todas as formas de Coleccionar que entretanto fossem surgindo.

Eram responsabilidades acrescidas pois precisava-mos de mais meios expositivos e humanos para o devido acompanhamento das Colecções e Coleccionadores.

O ano de 1989, foi pois, um ano de muito e profícuo trabalho e a quantidade de Coleccionadores aumentava de forma notória. Os restantes trabalhos lá se iam fazendo de acordo com as disponibilidades de tempo; durante os cinco meses não poderíamos pensar noutras tarefas que não fossem as realizações previstas, as quais realizavam com intervalo de três semanas.
Mas muito havia a fazer no aspecto organizativo da Secção que embora pequena já possuía um património Cultural e Humano que urgia compilar e organizar, além de todo o valor das Colecções Filatélicas que importava classificar e inventariar. Eram tarefas bem demoradas, minuciosas e já não era só o património que nos fora deixado, pois muita coisa entretanto se havia acumulado.

Os poucos meios que dispúnhamos para trabalhar em sede própria comprometiam seriamente as nossas intenções. Assim transferimos para a nossa casa as Colecções e todo o material de que dispúnhamos. Olhámos para aquele monte de coisas e arregaçámos as mangas.


Começámos por fazer o levantamento de todas as actividades, de todas as participações e ainda de todas as Colecções e Coleccionadores, desde sempre.
Assim lá fomos buscar cadernos de apontamentos e blocos de notas, pequenos ficheiros, tudo serviu para guardar elementos, que mais cedo ou mais tarde teriam de ser trabalhados.
Organizámos um ficheiro de Coleccionadores e Colecções e das respectivas participações.


Conferimos e listámos as Colecções já montadas e procedemos desde logo ao primeiro inventário da Secção Filatélica. Mas sabíamos de antemão que o trabalho executado não estava nem perfeito nem concluído.


Estávamos no limiar do ano de 1990, ano em que o Clube de Campismo de Lisboa comemorava os seus Cinquenta Anos de existência. Entretanto o Boletim “Companheiros” altera a sua fisionomia e formato e a pedido dos seus responsáveis torna-se mais intensa a nossa participação e iniciámos então um pequeno curso de Filatelia, que para além das informações e noções básicas, teve como principal preocupação a simplicidade, de forma a chegarmos o mais perto possível aos Coleccionadores.

O plano de trabalho para 1990 era igualmente muito intenso já que a Secção era formada na realidade por um só elemento. Eram muitas as tarefas e pouca a disponibilidade de tempo e de meios para as realizar.
Foram ainda assim preparadas para esse ano cinco mostras sendo uma delas realizada durante o 17º Acampamento Nacional, na Barragem do Maranhão em Avis.

Foi um ano demolidor para as nossas energias. Era preciso despender muito do nosso tempo disponível com muitas deslocações e muitos contactos; era necessário, dadas as circunstâncias, muito empenho para levar a cabo todas as tarefas com um mínimo de dignidade. Estava em causa o prestígio e a dignidade do Clube que representávamos.

É no final do ano de 1990 que a Secção apresenta um inventário acompanhado de um relatório de actividades, que se aproxima daquilo que pretendíamos apresentar no futuro.

O ano de 1991 era o ano das comemorações do 50º Aniversário do Clube de Campismo de Lisboa.

Preparámos cuidadosamente esse ano de trabalho e tínhamos esperança em conseguir arranjar um novo elemento para a Secção que nos ajudasse a ultrapassar as dificuldades que cada vez mais se acentuavam. É no Parque da Costa Nova a primeira actividade integrada nos 50 Anos do CCL, realização na qual participa o Clube de campismo do Concelho de Almada.

É a partir de 1991 que a nossa insistência em fazer melhorar as Colecções mais se acentua.

E isso tinha a sua razão de ser, já que o nosso pedido para a entrada de mais um director para a Filatelia se tinha concretizado. A partir de Junho de 1991 finalmente a Secção é reforçada com a entrada do nosso Companheiro Álvaro Simões, pessoa muito dedicada e que veio colmatar uma grande lacuna que existia na Secção.

Realmente não era muito aconselhável, pensar e realizar sem que essa actividade fosse minimamente discutida ou repensada. Demos pois um salto qualitativo o que era bem notório nas Colecções apresentadas nos nossos parques.

Palavras de muito incentivo e apreço pela forma como desenvolvíamos a nossa actividade nos são dirigidas de vários quadrantes da vida do nosso Clube.
Mais Coleccionadores vão disponibilizando as suas Colecções e o pedido de ajuda para efectuar-se a sua remontagem diz bem do interesse e aderência dos nossos Companheiros.

Em 1992 chegamos a não mostrar as Colecções do Clube face à enorme participação verificada.

É nesse ano que se consegue preparar e apresentar um inventário geral do património filatélico do Clube e de todas as actividades até aí realizadas.
A nossa participação no boletim “Companheiros” e mais tarde na revista “Mundo Camping” é feita de acordo com a periodicidade das mesmas e também com as suas disponibilidades editoriais.

Fala-se de Filatelia de forma despretensiosa, levando a todos quantos nos queiram ler o nosso entendimento sobre o Coleccionismo dos selos.
ImageMas é nos Parques que consolidamos os ideais de promover a Filatelia e outras formas de coleccionar, ajudando todos os jovens e menos jovens a promover os seus tempos livres. Para todos temos uma palavra de incentivo e disponibilizamos sempre a nossa ajuda de acordo com as nossas disponibilidades.
Era tempo de repensar no nosso trabalho e outras actividades nos iam aparecendo como possíveis de realizar, pensávamos nós.

Em 1993 ano em que se pensava alterar o panorama das nossas actividades foi projectada a execução de uma exposição de Artes Plásticas com a colaboração do grupo de artistas “IMARGEM” de Almada. No entanto e apesar de executarmos o respectivo catálogo, não foi possível a sua realização por falta de disponibilidade de tempo das nossas instalações.

Apesar de tudo foi um ano de excelente divulgação das nossas actividades, dada a participação do Museu dos CTT com excelentes Colecções Temáticas. É finalmente em 1993 que conseguimos informatizar todo o património do Clube, os Coleccionadores, as Colecções e ainda todas as nossas actividades desde a nossa fundação.

É um marco para a Secção que desde 1986 perseguia esse objectivo que reputamos de importante e que o nosso Conselho Directivo não deixa passar em claro.

Jovens de Angola e de Moçambique escrevem ao nosso Clube e à sua Secção solicitando ajuda e material para as suas Colecções.
Demos tudo quanto tínhamos, embora fosse pouco e remetemos todos os restantes jovens para o Instituto da Juventude.

Em 1994 o nosso grupo de Coleccionadores fica mais rico com a adesão de Paulo Dias Companheiro de Melides e pessoa de relevo no panorama Filatélico Nacional, que desde logo se compromete a participar nas nossas actividades, mostrando a sua grande admiração por fomentarmos a Filatelia através de realizações nos Parques de Campismo.
ImageE chegamos a 1995 após 9 anos de intenso trabalho desde 1987, ano em que nos foi passado o testemunho por Alexandre do Carmo, com a insatisfação própria de quem faz o que faz por gosto.

Foram efectivamente 9 anos de trabalho profícuo, cheios de bons momentos e que nos proporcionou certo prazer, pois estávamos a colaborar na vida de um grande Clube e a fazer parte da sua História colectiva, para a qual contribuímos com a compilação desse nosso trabalho e singeleza destas despretensiosas linhas.


Artigo de Duarte Alves e Álvaro Simões