Grupo Teatro

Grupo de Teatro do CCL


A ideia de se fazer teatro no campo foi o prosseguimento de pequenas intervenções que surgiram nos Fogos de Campo, no Parque da Costa, na altura o único parque de campismo do CCL.

Em 1966, por exemplo, já se havia fundado um Grupo Cénico nascido do apoio de Joaquim Campino. E, em Dezembro desse ano, na Festa de Natal, utilizando o salão de espectáculos da “Voz do Operário”, foi apresentado o “Tecido Maravilhoso”, uma peça inspirada num conto de Ramalho Ortigão.

Aí já apareceu um nome que foi fundamental para o seguimento e futuro do Grupo de Teatro: Lindim Serra! Em 1967, no Parque, o Grupo apresentou duas peças em 1 acto: “Cavalgada para o Mar”, do irlandês John Millington Synge e “Um Pedido de Casamento” de Anton Tchekov.

 

Também nesse ano, no Acampamento de Outono, foi representada a “Anedota” de Marcelino Mesquita (onde entrou o próprio Joaquim Campino) e uma “paródia” de seu nome “Terrível Morte de D. Inês de Castro”.

 

Em 1968 representou, também no Acampamento de Outono, “Os Malefícios do Tabaco” de Tchekov e a comédia em 1 acto: “Zázá”. Ainda nesse ano pelo Natal o Grupo de Teatro representou “Natal na Rua” de Ester de Lemos. Foi em 1969, já com o Manuel André o Grupo representou uma das suas peças mais marcantes: “Mar” de Miguel Torga.

Esta peça teve uma longa carreira, além de ser representada em várias colectividades, foi a peça convidada para a inauguração do Parque Municipal de Campismo de Peniche.

 

Em 1970 estreou a peça de Luís Francisco Rebelo “O Dia Seguinte” e também, no Natal, a “Noite de Natal” de Lígia da Fonseca. Já em 1971 apresentou uma comédia, com grande êxito, em 3 actos: chamada o “Domador de Sogras” de Félix Bermudes, João Bastos e Hermano Neves. A comédia teve inúmeras representações.

 

Em 1972 estreou “Maria Emília” de Alves Redol e “Trágico à Força” de Tchekov. O maior êxito do Grupo de Teatro foi, sem dúvida em 1973 com a apresentação de “O Vagabundo das Mãos de Oiro” no auditório da Igreja de S. João de Brito (Alvalade).

Esta peça concorreu depois, a nível Nacional, ao Concurso de Teatro Amador das Colectividades de Cultura e Recreio e dos Grupos Dramáticos Independentes promovido pela Secretaria de Estado da Informação e Turismo (SNI), e foi à final no Teatro Luísa Todi (Setúbal), ganhando o 2º lugar (Prémio Alves de Cunha) com Diploma de Honra e prémio em dinheiro. Também Diploma de Honra pelos Cenários e Figurinos para Manuel André e Diploma de Honra para Valdemar Gonçalves pela Luminotécnica.

Todos os 11 personagens receberam um estojo com uma medalha em bronze alusiva ao evento. Também neste ano o Grupo de Teatro repôs o “Mar” a convite da Federação Portuguesa de Campismo e Caravanismo no 10º Acampamento Nacional (Nazaré).

Apresentou igualmente “Todo o Mundo e Ninguém” de Gil Vicente (com a colaboração do companheiro e actor profissional Guilherme Filipe).

 

Em 1974, para a Festa de Natal, representou o “Auto do Cordeirinho Branco, e efectuou a reposição do “Trágico à Força” de Tchekov.

 

Em 1975, no Parque da Costa, levou à cena “António Aleixo” (um trabalho colectivo de pesquisa) teatralizado, que foi posteriormente representado no XXXVI RALLYE INTERNACIONAL FICC, a convite da Federação, em Santo André, para milhares de campistas portugueses e estrangeiros.

 

O Grupo de Teatro editou, para a ocasião, um livrinho-programa em Português, Francês, Inglês e Alemão, onde se explicava a peça, e com tradução das quadras do Aleixo que se representavam, para melhor compreensão dos estrangeiros.Também nesse ano estreou o “Diário de um Louco” de Gegol.

 

Em 1976 representou-se a peça “O Regresso”, uma adaptação de Manuel André, numa modernização de um texto de teatro de “cordel” chamado “O Perdão dos Filhos”. Depois de um interregno de alguns anos, o Grupo de Teatro apenas colaborou em variedades e Festas de Natal, apresentando (por exemplo) “O Suave Milagre” adaptado de um conto de Eça de Queirós, “A Velha Ferunfunfélha” e uma fantasia de “capa e espada”.

 

Em 1990 para o 17º Acampamento Nacional (em Avis) representou a peça inédita de Alves Redol: “Braços Abertos para a Natureza”, (gentileza do filho do grande escritor, Engenheiro Redol). Entretanto, o rumo do Grupo de Teatro foi alterado por imposição directiva e o G.T. passou a designar-se GOTL Grupo de organização de Tempos Livres) e, mais tarde GOTLE.

 

Manuel André saiu da direcção do Grupo que foi assumida por Miguel Simões. Em 1991 a nova organização um espectáculo de variedades denominado “Esta canção é saudade”.

 

Em 1992/ 1993 foi representada a revista “Passa por mim no Campismo” que teve imenso êxito, com muitas representações, estando até alguns dias no Teatro Maria Matos. Depois foi a vez da revista “Velhos são os Trapos”. E, já em 2001, a revista “Salpicadinha da Costa”, sob a orientação de Artur Garcia.

Até 2004 o GOTLE colaborou apenas com “variedade” e também com os chamados “café concertos”.