O CCL esteve presente no: Fórum Pensar Campo Maior 2030 - Turismo e Património Imprimir e-mail

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Desafios e Oportunidades do Alentejo

No dia 2 de Fevereiro de 2019 Campo Maior dedicou um dia à reflexão sobre a temática do Turismo e Património e o nosso Clube esteve representado. 

As intervenções foram desenvolvidas à volta do destino de excelência que é a Região Alentejo, os seus elementos diferenciadores e quais os projetos que em uma década se revelarão estruturantes e com sustentabilidade.

O Engº Ricardo Pinheiro (Presidente da Câmara anfitriã) sublinhou a aposta numa educação de excelência que terá de acompanhar o mundo.

Revelou que os novos museus a abrir têm como missão diversificar a oferta integrada, porque se é verdade que o Centro de Ciência Viva do Café recebe mais de 23.000 visitantes/ano, o Centro de Interpretação das Festas do Povo e as visitas noturnas nas recém-qualificadas Fortificações Abaluartadas, não podem ter um objetivo menor.

O Presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo, António Ceia da Silva falou da excelência da oferta turística do Alentejo interior na estratégia regional de desenvolvimento turístico 2016 – 2022 informando que, de forma consistente, o Alentejo é a região que mais cresce em todos os indicadores, sobretudo, por ser um destino com identidade, a que não são alheias as classificações da Unesco. Este é um item procurado pelos turistas que buscam experiências, tema desenvolvido também pelos bloggers, Carla Mota e Rui Pinto, que utilizam todas as novas plataformas para divulgação turística, sendo que no blog Viajar entre Viagens têm 10.000 visitantes/dia e ainda mais visitantes no instagram.

Campo Maior integra a eurocidade denominada EUROBEC juntamente com Elvas e Badajoz e o Presidente da Câmara de Badajoz, Francisco Fragoso, veio trazer à sessão a visão agregadora dos interesses desta nova realidade.

A EUROBEC também se define por uma nova centralidade peninsular e pelo interesse cultural que a Raia desperta no turismo de experiências, o novo turista procura emoções.

Resumiu a sua intervenção na frase: somar para crescer, porque sempre que há um acontecimento num dos lados da “fronteira” isso reflete-se de forma positiva nos consumos do outro lado.

Rita Nabeiro, diretora da Adega Mayor, referiu também a centralidade de Campo Maior e a atratividade que representa o ter tempo para sentir o Alentejo.

Todos os intervenientes foram unânimes em afirmar que o turista está mais informado, antecipa a visita com pesquisas na internet, pelo que os centros de turismo têm de fazer uma gestão dinâmica das visitas.

Os guias devem refletir esses interesses diversificados:

Rotas temáticas para: “walking”, “cycling”, btt, autocaravanismo, património, gastronomia, enoturismo, etc.

Campo Maior está nas Rotas Temáticas do Megalitismo, do Barroco Interior e das Fortificações. Também integra os Caminhos de Santiago a sul do Tejo e o Caminho da Raia – tudo bons motivos para visitas renovadas.

De referir ainda o interesse das mesas redondas, que sendo moderadas por jornalistas profissionais, alargaram o âmbito das intervenções dos convidados para cada painel.

A nota menos positiva, que muitas vezes ocorre nestes fóruns, é a falta de tempo para o debate com a assistência. Isto não invalida o extraordinário interesse destes fóruns e poderá ser revertido num próximo.

Ana Fino - Fev’19